2011/11/06

port fólio PROINFO

                PROINFO INTEGRADO ...UMA PROPOSTA INCLUSIVA

Durante os últimos oito meses os cursistas do PROINFO INTEGRADO em Santa Maria têm navegado por um universo interativo e altamente instrutivo o Universo digital e /ou virtual, que muito além da expectativa inicial tem proporcionado aos docentes aprendizes uma verdadeira aventura intelectiva .Passeando entre as linhas dos  módulos, o teclado do computador e o mundo virtual dos Softwares, tem-se redescoberto a comunicação e mais especificamente se repensado o fazer pedagógico.
Essa saga educativa foi iniciada com a exploração do Hardware e a familiarização dos cursistas com o Ambiente colaborativo de aprendizagem e sua proposta metodológica, durante essa etapa fez-se fundamental o papel do orientador e da tutoria, que também têm sido solícitos durante todo o processo através do suporte e do “tira dúvidas”.
Um dos momentos mais motivadores do curso ocorreu quando os cursistas foram convidados a elaborar o “Meu projeto pessoal/profissional” onde estão expostos os perfis dos docentes; nota-se de forma generalizada que os desafios tecnológicos do mundo globalizado instigam e trazem perspectivas que só reforçam a ideologia da inclusão social e reafirmam a convicção profissional dos que defendem uma educação plural e democrática.
Diante da necessidade de fundamentação teórica decolou-se para um “Diálogo Teórico” onde foi feito um resgate histórico, revisitando grandes educadores como Piaget, Pestalozzi, Freire e outros , analisando as diversas vertentes educacionais e suas influências para o ideário de educação; nessa fase pesquisou-se o conceito de projeto e ratificou-se seu caráter Construcionista por além de transmitir informações possibilitar a construção do conhecimento, destacando o educando enquanto sujeito histórico social que antes de tudo é um ser político e destacando a necessidade de interligar comunidade local e global valorizando os múltiplos saberes; reconhece-se então a importância das TIC's como ferramentas essenciais à inclusão social.
Ainda explorando a Pedagogia de Projetos navegou-se na “rede” e enriqueceu-se a pesquisa através da contribuição de Almeida em “Como Se Trabalha Com Projetos” , entendeu-se que essa é uma prática que deve ser cultivada como uma nova cultura de aprendizagem já que todo projeto é interdisciplinar tendo papel difusor e potencializando a integração entre os conteúdos; constatou-se então que urge a desconstrução da dicotomia entre os saberes contextualizando-os e promovendo a aprendizagem significativa. Vale frisar a função do professor enquanto mediador no processo de aprendizagem e a constatação de que a quantidade de professores que trabalham com projetos é cada vez maior , o que evidenciou-se nos relatos durante a atividade socializada “Minha Prática Com Projetos”.Deu-se em seguida a elaboração de propostas de projetos a serem implantados em sala de aula , o que revela pedagogos altamente envolvidos (ainda que algumas vezes de forma desapercebida) com a Pedagogia Progressista e o anseio da consciência libertadora.
Fazendo jus ao curso , a práxis pedagógica se faz presente no “fórum”, no “diário de bordo” e durante os encontros presenciais .
Outro fator importante para baseamento dos estudos foi a análise reflexiva em torno do currículo e suas características chegando-se à inevitável pergunta “Você Educador Está Pronto Para a Cultura Digital?”, contando com a contribuição eficaz de Léa Fagundes e a constatação de que esse é um dos novos desafios dos educadores e de que a formação inicial dos professores deve ser repensada , bem como precisa-se garantir uma formação continuada eficiente que dê suporte a esses .O PITEC foi bem destacado partindo da primícia de que só a partir da formação integral do educando , o que implica em superar as fronteiras digitais, é possível alcançar a educação plena.
Ainda em se tratando da fundamentação teórica viajou-se por ideias e experiências de sucesso como a afirmativa de que Tecnologias trazem o mundo para escola , a de que “a informatização do conhecimento tornou muito mais acessíveis todos os saberes” (POZO , 2001), e a de que “o futuro das escolas será pautado por uma palavra : conectividade” (ALMEIDA, 2011) em confronto com a “escola formol” definida por Tião Rocha. Esse voo aterrizou num campo delicado “Quem Sou Eu Como Professor Aprendiz?” desbravado por Nóvoa , fez ouvir o canto das “...sereias do ensino” traduzido por Blikstein e Zuffo, e levou às competências do professor definidas por Perrenoud , revelando as asas dos cursistas que relataram suas experiências com primor.
Sem perder as ondas virtuais seguiu-se em busca de norte para criação de redes de conhecimento proposta por Almeida (idem) e para a construção da escola menos lecionadora proposta por Ladislau. Provocou-se então um retorno à vida real onde cada escola foi retratada a partir de pesquisa “in locu” por meio de questionário semi fechado que reafirmou um cenário de mudanças , inquietações , dúvidas e às vezes inoperância. “Como contextualizar as mudanças sociais e tecnológicas superando o descompasso entre a cultura cotidiana do aprendiz e a vivencial da escola?” “ Eu professor tenho desenvolvido a Dialogicidade com meus alunos?”, Em busca de respostas desbravou-se os “Desafios da Linguagem no Séc. XXI” segundo DEMO .
Por tratar-se de uma proposta interativa os cursistas prosseguem nessa viagem, entre pousos e decolagens na busca de novas possibilidades através das TIC's.

Um comentário:

  1. Contundente e instigante o seu relato acerca do curso. Gostei de ver. Você fez um relato sucinto de tudo o que estudamos e praticamos ao longo do curso enriquecendo o seu relato com vários hiperlinks que elucidam ainda mais tudo o que foi vivenciado até aqui. Você definiu com riqueza de detalhes todo o curso do Proinfo Integrado. Perfeita a sua explanação.

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