QUEM SOU EU PROFESSOR APRENDIZ
Sempre tive como primícia a “práxis pedagógica” e nesse processo de ação-reflexão-ação, descobri que sou eterna aprendiz. De certa forma a dicotomia entre educador e educando é um equívoco que descarecteriza a educação , pois só através da reciprocidade se garante o processo educativo ; como bem definido por Freire (1981) : “Ninguém educa ninguém ,ninguém educa a si mesmo , os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”.Obviamente essa afirmativa não exime o professor de suas responsabilidades profissionais, muito pelo contrário só reafirma duas de suas competências “administrar a própria formação contínua” e “envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho.”(PERRENOUD 2000).
E é como eterna aprendiz que ao longo de minha vida profissional busquei adequar-me ao contexto histórico cultural , não pelo conformismo mas por uma atuação pertinente e crítica.
Desse modo, além da pesquisa em torno dos conhecimentos básicos necessários à minha prática, aprendi a volver um “olhar diferenciado”em relação aos alunos, sobretudo aos “rotulados” como indisciplinados e/ou incapazes. Talvez tenha sido essa a minha maior recompensa, pois na tentativa de compreender meus alunos muitas vezes me compreendi.
Somos seres multidimensionais e em constante movimento, as inovações nada mais são senão nossos anseios de existência e de deixar nossas marcas na História, resistir a elas é negar a nós mesmos.
Ser educador é assumir uma postura dialética diante das mudanças e incertezas do percurso ; essa é a postura que adotei enquanto professora aprendiz.
Aprender é pra vida inteira. O conhecimento nunca para e o professor é um eterno aprendiz que deve mediar o conhecimento junto aos seus alunos despertando nos mesmos o senso de serem também eternos aprendizes.
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